O que consumo consciente de energia tem a ver com educação?

07/02/2022

Entenda como a educação ambiental impacta o desenvolvimento cognitivo e social dos estudantes.

Em novembro de 2020 o Brasil enfrentou um dos maiores apagões da história do país. O que começou com uma tempestade, logo se transformou em uma crise humanitária. Ao longo de vinte e dois dias, mais de 700 mil pessoas ficaram sem energia elétrica no Amapá.

Diante da impossibilidade de armazenar água ou comida, não demorou até que os alimentos não perecíveis começassem a faltar nas prateleiras do mercado. Sem conexão com a internet, escolas deixaram de alcançar os estudantes que realizavam atividades remotas no município de Macapá.

“A produção de energia impacta diretamente os direcionamentos da sociedade. Ao passo que o acesso e consumo de energia elétrica são essenciais para a realização de atividades cotidianas”, explica Felipe Henrique Zaia, economista e gerente de Eficiência Energética na CPFL.

Sob o mesmo ponto de vista, outros eventos climáticos extremos como inundações, secas e ondas de calor trazem consequências socioeconômicas para a população, especialmente no que se refere à educação de crianças e jovens.

De acordo com o estudo Mudanças Climáticas e Desempenho Educacional nos Trópicos Globais, crianças expostas a essas adversidades correm o risco de viver situações de insegurança alimentar e trabalho infantil. Como resultado, o desenvolvimento físico e cognitivo é afetado negativamente.

“A educação do século XXI tem a responsabilidade de inserir cada vez mais temas do cotidiano dos alunos no currículo regular das escolas. Aprender sobre sustentabilidade e uso eficiente da energia, por exemplo, ajuda a formar uma geração de consumidores conscientes, que multiplicam boas práticas”, argumenta o economista.

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Comprometimento com a educação ambiental

Nesse sentido, a educação ambiental cumpre papel importante no preparo dos estudantes para o exercício da cidadania. Além de partir de uma perspectiva integral de formação, ajuda a desenvolver habilidades como pensamento crítico e científico.

Todavia, esse componente curricular ainda está longe de fazer parte da realidade de todas as escolas. Em 2021, a UNESCO conduziu um estudo com 50 países e concluiu que 50% deles não apresentam discussões sobre mudanças climáticas em seus currículos escolares.

A agência reforçou, ainda, o pedido para que todos os sistemas educacionais procurem incluir a educação ambiental no projeto político-pedagógico das escolas até 2025. Para oficializar o comprometimento das nações, mais de 80 ministros e 2,8 mil atores envolvidos com a educação e o meio ambiente assinaram a Declaração de Berlim sobre Educação para o Desenvolvimento Sustentável (EDS).

“Devemos nos concentrar não apenas na expansão do acesso e na melhoria da aprendizagem, mas também no tipo de educação necessária em nosso mundo”, declarou Amina Mohammed, secretária-geral adjunta das Nações Unidas (ONU).

Curiosidade!

Você sabia que existe uma lei regulamentando a Educação Ambiental no Brasil? Ela foi aprovada em 1999 e determina que todas as escolas têm a responsabilidade de ensinar os estudantes a preservar o meio ambiente.

Educação sustentável na prática

Alinhada a essa proposta, a iniciativa CPFL nas Escolas – Energia em Jogo busca difundir uma cultura de desenvolvimento sustentável a partir de atividades que trabalham o consumo consciente de energia.

“Desde o início da civilização, os seres humanos buscam otimizar atividades e criar mecanismos para atender às suas necessidades. O próprio conceito de eficiência energética surgiu com a premissa de manter o mesmo padrão de conforto, consumindo menos energia”, diz o economista Felipe Zaia.

Por meio de materiais de apoio entregues aos professores, as escolas têm a oportunidade de relacionar o universo da energia elétrica aos demais conteúdos da grade curricular. Todos alinhados às diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Dos muitos e diferentes caminhos que se pode seguir para fortalecer a educação, escolhemos trabalhar o letramento científico com exemplos práticos do dia a dia das crianças”, acrescenta o economista.

Além disso, as atividades desenvolvidas pelos estudantes são divulgadas nas redes sociais. Dessa forma, a escola amplia a conscientização para a comunidade escolar. O projeto conta, também, com um jogo virtual desenhado para incentivar o consumo consciente de energia das famílias.

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