8 cientistas que marcaram a história da eletricidade

06/05/2022

Conheça os cientistas por trás das descobertas que transformaram as formas de consumir energia elétrica!

A eletricidade é um fenômeno natural. Ela está presente em tudo, desde os relâmpagos em uma tempestade até a sustentação do nosso planeta em órbita. Entretanto, foi por meio da Ciência que a humanidade pôde entendê-la e transformá-la em uma ferramenta de evolução.

Assim sendo, a história da eletricidade foi construída a muitas mãos. Ao longo dos séculos, cientistas fizeram descobertas que revolucionaram a vida cotidiana. Atualmente, esse legado é revisitado para garantir que as novas tecnologias sejam ainda mais sustentáveis e eficientes.

Mas, afinal, você sabe quem fez parte dessa construção? Conheça 8 cientistas que transformaram para sempre as formas de consumir energia elétrica!

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1. William Gilbert (1544-1603)

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O físico inglês William Gilbert foi o primeiro a utilizar a palavra eletricidade. Derivada do grego “elektron”, ela também significa âmbar, material utilizado pelo pesquisador para estudar os fenômenos magnéticos.

Como resultado de suas experimentações, Gilbert concluiu que a Terra compartilhava propriedades semelhantes a um ímã. O ano era 1600 e, graças ao estudo mais famoso do cientista, descobrimos que o planeta se mantém em órbita por meio da eletricidade estática.

Além disso, Gilbert também se destacou na prática de medicina em Londres. Formado pela Universidade de Cambridge, ele foi designado como médico pessoal da rainha Elisabeth I, ofício que ocupou até sua morte em 1603.

2. Benjamin Franklin (1706-1790)

Antes de iniciar a carreira como cientista, Franklin foi um dos principais líderes do movimento pela independência dos Estados Unidos. Também se dedicou à vida pública, trabalhando como jornalista, político e diplomata.

Na Ciência, o pesquisador ficou conhecido pelos experimentos que resultaram em invenções como o aquecedor e as lentes bifocais. Franklin começou a estudar eletricidade já na vida adulta e fez descobertas relacionadas a carga elétrica, armazenamento de eletricidade e objetos condutores.

Aos 46 anos, conectou uma pipa a um fio de metal durante uma tempestade. Assim, o cientista descobriu que os raios eram fenômenos naturais elétricos. A partir dessa hipótese, construiu o primeiro pára-raios.

Cientistas na Física

As partículas possuem cargas positivas e negativas que determinam as interações eletromagnéticas. É o caso dos elétrons e prótons, por exemplo. Benjamin Franklin foi um dos primeiros cientistas a comprovar o Princípio da Conservação de Carga. Ou seja, uma carga elétrica nunca é criada ou destruída, mas sempre transferida de um corpo para outro.

3. Alessandro Volta (1745-1827)

Tendo em vista o legado de Benjamin Franklin, o físico italiano Alessandro Volta descobriu que a eletricidade poderia ser gerada a partir de reações químicas. Pioneiro nos estudos sobre potência elétrica, o pesquisador também foi o inventor da pilha.

Aos 16 anos deixou a escola religiosa em que estudava para seguir carreira na Física. Desde então, ganhou reconhecimento como inventor, pesquisador e professor universitário. Mas foi ao desenvolver a primeira fonte contínua de energia elétrica que se destacou.

A pilha voltaica, como ficou conhecida posteriormente, foi feita a partir de discos alternados de zinco e cobre separados por tecidos com ácido sulfúrico. Ao aprimorar o sistema do cientista Luigi Galvani, Volta estabeleceu os primeiros passos para a eletroquímica.

Após ter divulgado a descoberta da pilha elétrica e do gás metano, Alessandro Volta recebeu um convite do então imperador da França, Napoleão Bonaparte, para compartilhar seus estudos no campo da eletricidade. Esse feito lhe rendeu o título de conde.

4. Michael Faraday (1791-1867)

O próximo cientista a aprofundar as descobertas sobre a relação da eletricidade com a química foi o experimentalista britânico Michael Faraday. A partir de seus experimentos, a Ciência pôde transformar teoria em tecnologia de ponta.

Partindo de origens humildes, Faraday teve de abandonar os estudos aos 13 anos para trabalhar como ajudante de um encadernador de livros. Nesse meio tempo, o jovem passou a ler muitos livros de Ciência, repetindo experiências e testando hipóteses por conta própria.

Aos 21 anos conseguiu um emprego como ajudante de laboratório em uma dos centros de pesquisa mais conhecidos da Inglaterra: a Royal Society. Nesse período, descobriu que era possível transformar energia mecânica em energia elétrica.

Assim, surgiu o primeiro dínamo. Dispositivo que gera corrente elétrica a partir do movimento giratório de um ímã. Depois, construiu a Gaiola de Faraday e comprovou que o eletromagnetismo tinha uma influência nos fenômenos meteorológicos.

Além disso, Faraday descobriu como transformar gases em líquidos. Esse processo serviu como base para os sistemas de refrigeração modernos.

5. Thomas Edison (1847-1931)

Ao longo de sua carreira nos Estados Unidos, o inventor e empreendedor Thomas Edison acumulou mais de 2 mil patentes em seu nome. Entre elas estão dispositivos como o microfone, a câmera de cinema e o fonógrafo — primeiro aparelho capaz de gravar áudios.

Entretanto, a lâmpada incandescente foi a mais famosa de suas invenções. Até então, as lâmpadas elétricas existentes na época só garantiam iluminação por um curto período de tempo. Então, Edison propôs um novo modelo partindo de algodão carbonizado.

Como resultado, o cientista fez com que seu protótipo mantivesse a lâmpada acesa por 45 horas seguidas. Foi o início da Era da Eletricidade. Posteriormente, Edison aprimorou o projeto e criou o primeiro sistema de abastecimento energético movido a corrente contínua.

6. Nikola Tesla (1856-1943)

O físico croata Nikola Tesla foi um dos cientistas que mais contribuíram para o avanço da eletricidade como a conhecemos hoje. Em 1884, migrou do Império Austríaco para os Estados Unidos para trabalhar na companhia de Thomas Edison.

Durante o período, teve a ideia de criar um motor elétrico movido a partir de correntes alternadas de elétrons. Dessa forma, seria possível regular a alta tensão com mais facilidade e construir um método mais efetivo de distribuição energética.

Após a descoberta, Tesla aprimorou geradores e bobinas para que este sistema fosse amplamente utilizado em cidades e até mesmo dentro das residências. Nesse sentido, o sistema de correntes alternadas permitiu que a eletricidade se tornasse universal.

Embora não tenha ganhado o devido reconhecimento em sua época, as invenções de Tesla foram o ponto de partida para aprimorar sistemas de distribuição energética e de comunicação sem fio, como o controle remoto e posteriormente o Wi-Fi.

Cientistas na História

De um lado, Thomas Edison defendia o sistema de corrente contínua — elétrons que se movem sempre no mesmo sentido. De outro, Tesla apresentava o sistema de corrente alternada — elétrons se movendo em várias direções, o que aumenta a potência da corrente elétrica.Esse embate gerou o que ficou conhecido como Guerra das Correntes, onde as empresas que representavam os dois cientistas disputaram para provar qual sistema era mais seguro e eficiente para distribuir energia para as grandes cidades. Saiba mais!

7. Edith Clarke (1883-1959)

Contrariando  as expectativas da sociedade norte-americana do século XX, Edith Clarke foi a primeira mulher a se formar engenheira eletricista. Bem como a primeira professora de engenharia elétrica da Universidade do Texas, nos Estados Unidos.

Após perder ambos os pais aos 12 anos de idade, Clarke usou sua herança para estudar matemática, astronomia e engenharia civil. Apesar de seus conhecimentos, não conseguiu emprego como engenheira.

Diante desse obstáculo, começou a trabalhar como operadora de computadores em grandes empresas estadunidenses ligadas ao setor. Em 1918, Clarke se inscreveu para o curso de engenharia elétrica no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), tendo sido a primeira mulher a conseguir um mestrado na área.

A partir de então, a cientista passou a pesquisar sobre linhas de transmissão de eletricidade. Nesse meio tempo, ela inventou a calculadora Clarke — dispositivo destinado a resolver equações por meio de correntes elétricas.

Ela também apresentou um artigo no Instituto de Engenheiros Elétricos Americanos, que trouxe novos métodos de análise para reduzir a instabilidade nos sistemas de energia elétrica da época. Em reconhecimento, ela recebeu prêmios nacionais e internacionais.

8. Mária Telkes (1900-1995)

Embora tenha nascido na Hungria, foi nos Estados Unidos que Mária Telkes ficou conhecida como “A Rainha do Sol”. A cientista e inventora deixou como legado os primeiros estudos sobre sistemas de energia solar.

Depois de concluir a graduação e a especialização em físico-química na Universidade de Budapeste, Telkes se mudou para o continente americano para trabalhar como pesquisadora em grandes empresas do setor energético.

Logo depois, começou o Projeto de Conversão de Energia Solar no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Lá, teve a oportunidade de avançar nas pesquisas e projetar os primeiros sistemas de abastecimento com energia solar.

A partir de então, foi convidada por empresas, institutos e pelo próprio Governo dos Estados Unidos para trabalhar em protótipos renováveis de geração de energia elétrica. Ao todo, Telkes deixou 20 patentes e recebeu premiações nacionais e internacionais no setor energético.

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Formando cientistas no presente

Inspirado pelas contribuições deixadas pelos cientistas ao longo da História, o CPFL nas Escolas – Energia em jogo parte do letramento científico para difundir uma cultura de eficiência energética e desenvolvimento sustentável.

Realizada nas escolas do estado de São Paulo, a ação educativa conta com materiais didáticos que apresentam não somente conceitos ligados à eletricidade, mas também formas de pensar o consumo consciente de energia no dia a dia.

A partir de atividades práticas, professores e estudantes exercitam a observação e a argumentação. Além disso, refletem sobre o impacto socioambiental da produção energética. Confira a metodologia do projeto!

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